Venda Bem – Como descobrir quanto (realmente) vale seu imóvel

Este é um dos pontos mais nervosos da relação entre compradores e vendedores. Quem vende quer sempre mais, quem compra, a melhor pechincha e entre um e outro, precisa prevalecer o bom senso do preço adequado. Isso seria mais fácil se, em Belém, a exemplo do que se tem em capitais como São Paulo, Curitiba ou mesmo Fortaleza, se tivesse índices e pesquisas capazes de identificar com alguma precisão, as referências de valores por bairros, por tipo de construção, etc. Sem esta informação, o mercado fica a mercê de boatos e de “chutometros” que distorcem a realidade, encarecem o mercado e travam os negócios. Eu elaborei alguns passos que podem ajudar você a identificar como localizar o melhor preço. Entenda que ele nem sempre é o maior, mas vai permitir que você faça um negócio mais adequado.

quanto vale seu imovel

  1. Sou fã incondicional do bom senso nas relações de consumo. Pra começar bem, coloque-se na posição do comprador. Você pagaria que preço por um imóvel como o seu. Não adianta se enganar super valorizando. A demora em realizar o negócio pode trazer mais prejuízos que vantagens. Uma boa venda é aquela que todos ganham.
  2. Sem a pesquisa dos valores médios, é você que vai buscar , e terá trabalho para isso – subsídios para formatar um valor. Isto pode se conseguido com algumas ligações para os anúncios de imóveis semelhantes. Faça uma tabela e coloque detalhes que podem ajudar na comparação. Esse levantamento também pode ser feito com o porteiro do seu edifício ou com vizinhos de sua casa. Tente descobrir os valores das últimas negociações feitas. Ajuste fatores como um acabamento melhor, ou a mobília que fica, para chegar a sua média. Mas atenção, os dois modelos são falhos. Porteiros nunca sabem exatamente os valores. Proprietários nunca contam se ganharam ou perderam no negócios e vizinhos podem ser mais fofoqueiros do que analistas imobiliários de plantão. Ou seja, as informações podem ser falsas
  3. O melhor neste caso é buscar ajuda profissional. Corretores e Imobiliárias que tem conhecimento de mercado, sabem de valores reais de negociações recentes e tem uma média dos preços cobrados em cada bairro. Mesmo assim é preciso alguns cuidados. Peça avaliação de pelo menos três profissionais, e decida por uma média racional. Ou seja, não caia no conto de quem avaliou lá em cima, só para que você permita que ele faça o negócio. Lembre-se que avaliação não é venda e um preço errado, vai fazer seu imóvel encalhar, atrapalhando seus planos e gerando despesas de um imóvel fechado, que precisa ter suas contas pagas, etc.
  4. Veja o tempo que você tem para concluir o negócio. Se é um tempo longo, pode-se dar o luxo de pedir um pouco acima do mercado, para ouvir uma proposta que possa ser aceita. Agora se você tem pouco, nem sonhe em errar ou blefar com preço que seu imóvel realmente vale. Isso vai gerar muitas visitas e nenhum resultado. E quando mais próximo fica de você precisar do dinheiro, maior seu desespero e maiores as chances de aceitar valores ainda menores para concluir a venda.
  5. Esqueça o fator emocional de ter vivido, ou criado seus filhos no imóvel. Isso não conta para o futuro morador. Como também importa pouco o acabamento que você fez quando imaginou que passaria a vida toda alí. Um acabamento mais sofisticado ajuda a vender e pode significar ate um valor um pouco maior, mas dificilmente você terá de volta tudo que investiu.

Pra concluir, volto a lembrar do bom senso. Venda, pelo preço que você compraria e faça o melhor negócio. Se tiver dúvidas, mande uma mensagem pelo formulário do blog.