Mercado imobiliário vive seu melhor momento (mas apenas para quem sabe perceber oportunidades)

VENDO

Não acredite nesse clima de ‘já perdeu’ que andam contando por aí como se fosse um caminho sem volta. Depois de momentos irreais, com valorização de até 300% em alguns anos, o setor imobiliário refaz as contas. Lançamentos cancelados, aumento dos imóveis em estoque, que não conseguiram compradores, juros mais altos, o que inibe quem apostava no financiamento fácil. Um cenário pessimista para a maioria. Mas existe um seleto grupo que está acompanhando de perto todo este cenário e já faz as contas de quantos milhões vai ganhar enquanto outros lamentam. É a velha regra da oportunidade. Enquanto uns choram, outros vendem os lenços.

Isso aconteceu há pouquíssimo tempo durante a crise do subprime americano. Era 2008 quando, depois de uma alta avassaladora, o mercado de imóveis americano despencou. Na busca desenfreada pelo cliente, alguns bancos supervalorizaram os imóveis financiados. Quando deixaram de pagar as prestações e foi preciso leiloar o bem, percebeu-se que não valia o dinheiro emprestado.

Em alguns casos, os preços chegavam a cair até 70%, 80%. Era hora de não comprar, o risco de perder dinheiro era o maior da história. Quem apostou nesta tese coletiva perdeu a chance de ficar rico.

Como na história da Bíblia, depois das vacas magras vêm as vacas gordas e essa história se repete desde que o mundo é mundo. Quem apostou na baixa conseguiu, com boa assessoria e coragem (tudo na vida tem um risco), duplicar e até triplicar o dinheiro em alguns casos. Comprou certo e agora colhe os benefícios típicos de quem tem ousadia para não se deixar abater quando todo mundo parece jogar-se no precipício.

O Brasil vive aquela ressaca da velha propaganda de vodka. ‘Eu sou você amanhã’, com a diferença que aqui os preços parecem mais resistentes. Isso pra quem não segue a receita correta. Quando as vendas estão baixas, quem vende vai fazer de tudo para seduzir você. Pode ser apenas um bom papo ou pode ser também belas vantagens em valores, condições de pagamento, diferenciais que agregam valorização ao imóvel. É como uma namorada ou um namorado novo. Quanto mais você resiste, mais interessante fica a relação.

Os feirões são típicos desse exemplo. Tem empresa dando até 40% de desconto na tabela. Se comprar no dia seguinte, já perdeu o ‘pulo do gato’ do negócio. Outra dica é saber para quê se quer comprar o imóvel. Mesmo barato, se mal comprado, sai caro. Explico: comprar para alugar em uma região onde muitos imóveis seguem desalugados é um tiro no escuro.

Mas atenção cuidado também com pechinchas irresistíveis e papos sedutores. O preço é só parte do negócio. Segurança jurídica, confiança em quem faz a venda e a orientação profissional são fundamentais para que a história tenha um final feliz. Mudando um pouco o ditado, seria mais ou menos o seguinte: ‘Quem compra (bem) terra, nunca erra. Duvida? Experimente pensar nisso. Daqui a 5 anos, vamos ver quem estava com a razão.

Salomão Mendes é o CEO da Unimovel Brasil, Consultor e Especialista no Mercado Imobiliário
salomao@unimovel.net