Ano novo e um mercado imobiliário mais complicado em Belém

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A notícia era esperada, mas as autoridades do governo e alguns construtores teimavam em não alardear a má notícia para não afetar mais um mercado já combalido pelos altos preços e pelo mau humor do mercado e a desconfiança dos clientes.

A partir de segunda-feira, 19 de janeiro, quem for assinar contrato com a Caixa Econômica Federal já vai pagar mais caro pelo dinheiro emprestado. Segundo a Caixa, o aumento não atingiria o Minha Casa Minha Vida, nem os financiamentos que usam recursos do FGTS (em Belém, até R$ 650 mil). Mas considerando a tesoura que o governo prepara, nada é definitivo.

Enquanto no mundo a taxa de financiamento imobiliário/ano gira em torno de 2,5%, no Brasil é 500% maior e, mais que isso, como não vem sozinha, ainda vai se somar à inflação, que mesmo sob ‘a matemática’ oficial, deve seguir em alta. A conta ameaça travar um dos setores que mais empregam e mais dão votos. Passada a eleição, é hora de fechar o pacote.

Esse cenário ruim já vinha se desenhando há alguns meses. A própria conta do Minha Casa Minha Vida não bate. O governo insiste em valores mínimos, mas os construtores – isso quando conseguem receber em dia o repasse do dinheiro oficial – avisam que não dá pra viver em um pais de custos subindo muito além dos oficiais, mantendo artificialmente preços. Vão quebrar certamente. Para o cliente comum que busca o financiamento direto no banco, o problema também vem aumentando.

Ao abrir novas agências, a Caixa promove os funcionários mais experientes e coloca no lugar, iniciantes. Com o volume que explodiu nos últimos 6 anos, o financiamento que demorava 20 ou 30 dias para sair chega a demorar 90. Isso pode levar compradores a penalidades, que em tese não deram causa. Pagam um sinal e afirmam em contrato que pagarão o resto dentro do prazo prometido pelo banco. Se o dinheiro não sai, acabam multados.

No ano novo, a recomendação é redobrar cuidados. É nas crises que se fazem os melhores negócios e se pode ter os melhores descontos. Mas sempre com segurança de profissionais de confiança. O mundo imobiliário está ficando mais complicado em Belém e, mesmo assim, muita gente segue vendendo o imóvel através do porteiro do prédio.

De concreto o que se sabe é que algumas taxas, como no Sistema Financeiro da Habitação, a taxa balcão de clientes sem relacionamento com o banco vai subir de 9,2% para 11%. Quase 2%, o que no final das contas vai representar dezenas de milhares de reais na conta do seu imóvel.