Aumento do teto do FGTS exige cuidado redobrado com preços dos imóveis.

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Os preços explodiram e os valores autorizados pelo governo para avaliação máxima de um imóvel que pode ser comprado com recursos do seu FGTS, estavam congelados desde 2009, quando passaram de R$ 350 mil para R$ 500 mil.

Na prática, isso significa que o imóvel que você quer comprar, não poderia ter uma avaliação de preço superior a R$ 500 mil. Isso valeria, mesmo se o seu FGTS somasse mais que isso.

A medida do governo que passou a vigorar nesta terça, (01.10) e destravou esse limite que passou a ser de até R$ 750 mil para alguns Estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e o Distrito Federal. Nos outros Estados, como no Pará, esse valor máximo passará para R$ 650 mil.

O medo é que o tiro, que deveria apenas beneficiar o comprador, acabe tendo outros efeitos. Isso porque muitas associações de mutuários, acreditam que o limite antigo, servia também para segurar alguns preços. Se o particular ou a construtora elevassem o valor do imóvel acima de R$ 500 mil, perdiam o cliente. Com o novo limite, já podem cobrar mais pelo mesmo produto.

Importante dizer entretanto que esta regra não é absoluta mesmo porque nada mais verdadeiro do que o mercado para controlar os excessos. Com vendas em baixa, consumidores endividados e muita oferta, a atitude do cliente pode mudar esta ameaça.

O cálculo é simples. Hoje em Belém tem construtora que fala abertamente ter centenas de unidades em estoque – aqueles imóveis prontos e entregues – que precisam ser vendidas. Vai do poder de barganha de cada um buscar neste mercado muito competitivo, a melhor opção. Pesquisar e barganhar são fundamentais nesse cenário para um bom negócio.

Não se engane com os imóveis usados colocados a venda. Eles estão com os preços nas alturas. Culpa do corretor que avaliou mal, culpa do proprietário que acha que dá pra ficar rico da noite para o dia, culpa dos fofoqueiros de plantão, que inventam cifras mirabolantes e negociações fantasiosas sobre negócios que apenas ouviram falar e acabam contaminando e travando a venda e compra.

Muitos desses imóveis uados também estão “encalhados”. Alguns há mais de anos. Por isso que as placas de venda se multiplicam e desbotam. Isso quando não aparecem duas, três placas diferentes para vender o mesmo produto.

O equilíbrio dos preços, inclusive daqueles que sonham que poderão aumentar valores na esteira dessa alteração do teto do FGTS, está nesse consumidor mais consciente e perceptivo de que o jogo virou.

Ainda tratando do FGTS, se você mora de aluguel e não imóvel em seu nome, o melhor negócio é mesmo partir para a compra da casa própria. O dinheiro depositado todos os meses pelo empregador na conta do funcionário só rende só 3% ao ano mais TR, bem abaixo da inflação acumulada nos últimos 12 meses. Quanto mais tempo você demora para se decidir, mais seu Fundo de garantia perde poder de compra ao longo do tempo.

Sempre que possível faça isso com um profissional especializado e de sua inteira confiança. Esse é um investimento de logo prazo. Se errar agora, terá muito, mas muito tempo, para lamentar depois.